25/06/2016

Teixeira de Freitas: Índios Maxakali destroem Praça da Bíblia

 

O que era um cartão postal da cidade de Teixeira de Freitas se tornou um lugar de vandalismo, destruição e muito fedor. A Praça da Bíblia, no coração da cidade, foi novamente tomada por um grupo de índios Maxakali.

Maxakali é a denominação de um grupo indígena que habita três porções de terras descontínuas nos municípios de Santa Helena de Minas, Bertópolis, Ladainha e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, no nordeste do estado de Minas Gerais.

A aparente tranquilidade de um grupo de crianças indígenas que brincam na Praça da Bíblia, faz parte de um grave problema social. De acordo com os taxistas que trabalham no local, os índios têm problemas como o alcoolismo, e quando estão exaltados acabam causando prejuízos.

Como a população indígena possui legislação própria, e suas questões são tratadas pela FUNAI- Fundação Nacional do Índio, pouco pode ser feito pelo município de Teixeira de Freitas.

A Praça está bastante deteriorada, com o acúmulo de lixo, muita sujeira, e o fedor de fezes e urina impregnou toda a Praça. Nem o monumento da Bíblia Sagrada foi poupado pelos índios. O que se vê na praça, causa tristeza e indignação ao mesmo tempo.

Cabe ao município apenas intervir quando solicitado pelas próprias lideranças indígenas ou organismos responsáveis e também procurar o diálogo para manutenção da ordem urbana. E foi essa a atitude da prefeitura municipal, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, que, ainda no fechamento de nossa matéria, providenciou a remoção dos índios da praça.

Um ônibus foi até o local, recolheu os índios e seus pertences (incluindo cachorro, pintinhos, frangos, pombos e outros mais), e os conduziu para a aldeia no município de Machacalis, no estado de Minas Gerais.

Histórico

Segundo levantamento mais recente divulgado pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI/MG-ES), entre os anos de 2000 e 2007, o alcoolismo foi a terceira principal causa de morte entre os índios Maxakali.

Além disso, informações da FUNAI estimam que cerca de 80% dos Maxakali concentrados nas cidades de Santa Helena de Minas e Águas Formosas sejam dependentes de álcool.

SBPC prorroga as matrículas para os minicursos da 68ª Reunião Anual

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) prorrogou até o dia 27 de junho, às 12h, as matrículas para os minicursos da 68ª Reunião Anual, que será realizada de 03 a 09 de julho na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Porto Seguro (BA). Este ano o evento terá como tema “Sustentabilidade, Tecnologias e Integração Social”. Apenas quem já estiver inscrito na Reunião Anual poderá fazer matrícula nos minicursos, mediante o pagamento da taxa de R$ 25,00.

 As vagas para os minicursos são limitadas e serão preenchidas de acordo com a ordem de matrícula. As normas de matrícula estão disponíveis no site do evento.

Edição deste ano da RA contará com 28 minicursos sobre temas como “Propriedade industrial e busca de informação tecnológica”, “Preparando crianças com autismo para ler e escrever”, “Redação científica”, “Determinação de estruturas moleculares”, “Prevenção do abuso de drogas na escola”, “O universo extremo: As ideias básicas da física de astropartículas e cosmologia”, “Pedagoginga: Pensando a articulação entre os saberes afro-brasileiros e ameríndios e a sala de aula”.

Cada minicurso tem carga horária de oito horas. Para obter o certificado de frequência é preciso ter no mínimo de 75% de presença. As aulas serão ministradas de terça-feira (04/7) à quinta-feira (07/7).

Paratleta bate recorde ao nadar mais de 60 km em mar aberto

Ricardo Serravalle entra para o RankBrasil em 2016 pelo recorde de Maior travessia a nado em mar aberto. Em 22 horas, o paratleta percorreu 62,2 quilômetros entre a Praia do Porto da Barra, em Salvador e o Morro de São Paulo, localizada na ilha de Tinharé, no município de Cairu, na Bahia.

O desafio aconteceu entre os dias 19 e 20 de dezembro de 2015. O baiano foi acompanhado por três embarcações de segurança e ainda teve o apoio do amigo Fábio Seligra, que também cumpriu todo o trajeto em sua prancha de stand-up padlle.

De acordo com o recordista, a travessia teve por objetivo a preservação dos oceanos e da Baía de Todos os Santos. “Estudei e fiquei abismado com os dados alarmantes que apresentam uma morte eminente dos oceanos, então decidi realizar um projeto para chamar a atenção da sociedade”, revela.

Ao completar o desafio, Ricardo teve a sensação de dever cumprido. “Foi um ano e meio treinando duro. Muita gente duvidava, mas conseguimos mostrar que todos nós somos capazes quando acreditamos em algo e principalmente nos dedicamos com seriedade e planejamento”.

Este é o segundo recorde do nadador junto ao RankBrasil. O primeiro surgiu de uma prova intermediária. Segundo ele, o título agora veio coroar de êxito toda a trajetória desse projeto ambiental. “A homologação por essa instituição de tanto prestígio dá ainda mais força para continuarmos em defesa do meio ambiente e fazendo com que nossa causa tenha um alcance maior”.

Pelo título brasileiro ele agradece inicialmente a Deus; à sua família, em especial à esposa por todo apoio; e aos amigos que de alguma maneira o ajudaram. “Também agradeço às empresas e profissionais que não só acreditaram, mas sonharam comigo esse sonho de um mundo melhor”, destaca.

Todos os desafios realizados dentro deste projeto, inclusive a prova final até o Morro de São Paulo foram filmados em alta resolução com o objetivo de produzir um documentário. Para tanto, Ricardo precisa de empresas interessadas em apoiar a causa.

Tubarões e outros obstáculos

Conforme o nadador, o momento mais tenso da travessia ocorreu quando teve a visita de tubarões. “Chegando à metade do caminho recebi mordiscadas nos dedos dos pés. Eram pequenos cações, ainda filhotes, mas fiquei com muito medo”.

Pouco tempo depois três cações maiores surgiram e começaram a circular em seu redor. “Chamei Fábio e subi imediatamente na prancha dele. Fiquei apavorado, mas os tubarões estavam apenas curiosos. Por esta experiência Ricardo ficou com pânico de nadar a noite. “Eu não enxergava nada e passei a noite rezando, pedindo proteção”.

Outro obstáculo foram as fortes dores nos ombros. “A impressão era como a de uma corda de violão sendo tensionada: nadava forte e quando sentia que a corda ia estourar eu diminuía o ritmo”. Ao amanhecer o baiano ficou aliviado por conseguir enxergar, mas seus ombros estavam em frangalhos. “Não imaginava como seria nadar mais 25 metros e ainda faltavam aproximadamente 2,5 quilômetros”.

Na reta final surgiu mais um problema: a correnteza o tirava do ponto de destino, jogando toda a expedição para o lado oposto. “Meu técnico Bruno Vasconcelos me incentivou muito mandando que eu nadasse até a terra de qualquer jeito”, comenta.

Apesar da dor ele pensou: “Vou conseguir! Cerrei os dentes e dei um 'tiro' em direção a Primeira Praia, fui chorando de dor até que consegui entrar. Então veio o choro de felicidade. Quando vi a areia se aproximando reconheci aquela paisagem que tantas vezes mentalizei durante os treinamentos: agora tudo era real”.

Superação humana

Ricardo tem uma história de superação. No ano de 2009 sofreu três AVCs isquêmicos e teve que implantar uma prótese cardíaca. Em 2010 rompeu todos os ligamentos do tornozelo esquerdo e perdeu 40% da capacidade de movimento do membro.

Junto ao RankBrasil, o paratleta também possui o recorde de Maior distância percorrida em piscina durante 24 horas, conquistado em 2015, quando nadou 57 km e 750 m em uma piscina de 25 m, em Salvador (BA).

 

 

Fonte: O Sollo/Jornal da Ciências/Municipios Baianos

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